(por Julio Amorim)
Ao longo de 26 anos, trabalhando diretamente com Conselho Consultivo, utilizando práticas de gestão e ferramentas como planejamento estratégico, em compliance com a governança corporativa, evidenciei que um dos desafios das metodologias é permitir realizar “conexões poderosas”, consequentemente o modelo tenha excelência em suas aderências e possamos responder questões como:
- Caso a equipe tenha executado tudo que foi planejado, que tipo de ganho teremos na empresa?
- Caso a equipe tenha executado parcialmente ou não tenha executado o que foi planejado, que impacto teremos na empresa?
Tenho o hábito de dizer que um dos grandes desafios de conselheiros, sócios, cotistas ou herdeiros é não ficarem “MÍOPES” diante da visão do negócio ou ainda do seu respectivo processo decisório.
O fato é que esclarecendo o conceito “MÍOPES Empresarial” é a situação quando chegamos na ordem do tempo em uma data futura para efetivarmos uma leitura de aferição de objetivos, e neste momento somos questionados sobre algo que não deu certo, e as respostas no gerúndio são:
- Veja bem, eu acho que isso foi o mercado que estava em baixa
- Veja bem, eu acho que isso foi reflexo da crise
Enfim, poderíamos aqui listar inúmeras questões que provavelmente algum dia você possa ter passado ou que ainda é surpreendido por abordagens similares.
Conceitualmente falando, em experiências submetidas na prática, um modelo de “conexões poderosas” busca em sua essência principal, permitir que as partes interessadas visualizem antecipadamente o grau dos resultados ou seus impactos que podemos ganhar ou causar no negócio, para que de forma estratégica tenham a condição de decidir quais caminhos seguir, quando por exemplo a falta de orçamento deverá reduzir iniciativas, em suma, com estas conexões é possível que tenhamos total clareza de onde direcionar os investimentos.
Este quadro reverte a posição de “MÍOPES” para a condição de liderança efetiva do negócio, independente de falarmos aqui de qual estrutura executiva, conselho ou outra representada na estrutura da empresa.
O conhecimento adicional, que gostaria de apresentar é que através da metodologia que chamamos “coordenada estratégica”, é possível conectar o par, O.E (Objetivo Estratégico) e a I.E. (Iniciativa Estratégica), com um item da Matriz SWOT.
Na figura, como exemplo, representando pelo Atendimento aos Clientes/Qualidade:

Podemos perceber que no Ponto “A” – SWOT (Situação atual da empresa), o Atendimento aos Clientes/Qualidade foi considerado como Força, sendo que, ampliando o entendimento sobre as conexões poderosas, é possível visualizar que o item citado do SWOT está relacionado em um Ponto “B” – Objetivo Estratégico (Onde queremos chegar), e tem seu direcionamento construído pela I.E (Iniciativa Estratégica), sendo assim, evidenciamos o “Match” das conexões, afirmando que no modelo todos os itens de uma SWOT, conectados individualmente através do O.E e I.E, formam a “coordenada estratégica”. Não é fantástico?
A coordenada estratégica, em continuidade as conexões poderosas, são levadas ao plano operacional, ou seja, um conjunto de ações/tarefas são respectivamente conectadas a elas, fazendo com que o modelo se torne 100% rastreável e possamos entender que, quando os executores entregam ou não o planejado, que tipo de ganhos ou impactos teremos, consequentemente os O.E. que iremos ou não atingir.
A modernidade das práticas diligentes passa cada vez mais pelo entendimento que hoje independente do papel que desempenhamos como conselheiros, sócios, cotistas, herdeiros, é fundamental ter em mãos ou recomendar modelos que legitimam a diligência do negócio, e consequentemente ampliam a transparências e sustentabilidade, práticas recomendadas pelo processo de Governança Corporativa.
Finalmente como anda o seu negócio? Com uma Liderança Efetiva ou com Míopes Empresariais? Conte-nos sua experiência aqui.

Julio Amorim é Conselheiro Consultivo Certificado pela Celint, atuando como mentor focado em Governança Corporativa. Gestor e orientador de milhares de negócios e de profissionais em todo Brasil, tendo sido responsável pela Governança Corporativa de empresas com representação importante no cenário nacional. Possui experiência na elaboração e execução de planejamento estratégico e práticas de gestão. Criador do CONAEDU, maior Congresso Digital de Educação do Brasil e fundador do Great Group, empresa de Gestão Empresarial. Experiente executivo e empresário gabaritado voltado a projetos com 26 anos de sólida experiência na área Educacional, Comercial, Tecnologia da Informação, Operações, Capital Humano, Gestão de Negócios e Empresarial, com experiência internacional por meio de participação em fóruns, treinamentos e análises de parcerias/ negócios. É especialista em novos modelos negócios e aderências a modelos de gestão existentes e articula parcerias empresariais visando à integração de soluções para atender nichos específicos de mercado. Possui experiência na participação em concorrências públicas e privadas e soma mais de 1 Bilhão de reais em resultados nas empresas que fez Gestão Empresarial, Idealizador do Valuation Prospectivo com mais de 150 empresas que somam os casos de sucesso do modelo de gestão realizado na prática e focado em resultados efetivos.





Liderança Efetiva são aqueles que se opõe proativa e assertivamente contra a miopia. Abomino os comportamentos míopes ou aqueles que se fazem de míopes, apenas surfando no cargo e aproveitando o salário. Ver a diligencia de líderes que aplicam os modelos, fazem as pergunntas certas e dificeis, e enfrentam os problemas que podem destruir o patrimonio empresarial, isso é o que me motiva.